Projeto Completo – Culinária na Escola

Público alvo: Alunos da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental.

Duração: A escolha do professor. Sugerimos que o trabalho seja realizado pelo menos durante 1 trimestre.

Objetivos Gerais:
  • Realizar um trabalho onde as crianças, através da vivência de situações, movimentação e manipulação de objetos, possam aprender a internalizar conceitos e modificar comportamentos, além de adquirir, desde cedo, os conceitos de culinária e a utilização correta dos alimentos;
  • Estimular a partilha, o diálogo, o companheirismo, o cuidado com os alimentos, bem como o prazer de cozinhar, a criatividade e o aproveitamento dos restos e cascas de alimentos, como uma atividade ecológica;
  • Oferecer um espaço onde a criança possa cozinhar com “liberdade”, onde se sinta à vontade para criar e recriar receitas com tranquilidade;
  • Estimular a capacidade de concentração e coordenação, favorecendo a socialização, a criatividade e a descoberta dos alimentos;
  • Oportunizar a construção de conceitos e o desenvolvimento de habilidades vinculadas à compreensão e ao conhecimento da realidade;
  • Envolver conteúdo das diversas áreas do conhecimento, numa perspectiva de integração, uma vez que a cozinha permite tal coisa;
 Objetivos Específicos:
  • Promover o envolvimento dos alunos em todas as atividades de culinária;
  • Desenvolver as noções de higiene, hábitos e atitudes durante as refeições;
  • Prevenir situações de risco na utilização dos utensílios e na elaboração das receitas;
  •  Mostrar às crianças a importância de um adulto por perto na hora da execução das atividades, para que seja o mediador das atividades e oriente nos cuidados com os materiais;
  •  Desenvolver noções de cálculo, de tempo no preparo das receitas, noções de peso e tamanho dos ingredientes e a noção de frio e calor;
  •  Valorizar a organização, preparando o ambiente e os utensílios que serão utilizados no preparo das receitas;
  •  Desenvolver a importância do aproveitamento de todos os alimentos e de uma alimentação saudável;
  •  Proporcionar a descoberta de sabores e texturas;
  •  Propiciar o desenvolvimento cultural e a estimulação dos sentidos.

  

“A culinária promove à sociabilidade, a integração, a cooperação e favorece a autoestima da criança, que se sente útil, ao exibir e servir o resultado de seu trabalho.Durante a execução de uma receita, é possível trabalhar temas relacionados a diversas áreas do conhecimento, basta usar a criatividade.”

 

Justificativa:

A receita é um gênero que possui forte apelo cultural. É comum às pessoas passarem receitas umas às outras. Se as receitas são passadas oralmente, poderíamos então nos perguntar: por que trabalhar com receitas escritas? Em primeiro lugar, porque dessa forma pode-se ampliar ainda mais o repertório de possibilidades culinárias, pois só sabemos de cor aquelas receitas que fazemos frequentemente. Além disso, possibilita uma maior autonomia para as pessoas que cozinham. Mas a justificativa mais importante que sustenta o trabalho com receitas em sala de aula é o fato de que se trata de um gênero que já é trabalhado na escola por apresentar uma estrutura menos complexa que os outros e que compartilha de certas propriedades de outros gêneros do discurso (como instrução de jogo, instrução de montagem, bula de remédio, regulamento, leis, etc.). A ideia, então, é começar por um gênero que seja menos complexo para que, nos outros anos escolares, se possa trabalhar com gêneros mais complexos que partilhem de semelhanças com as receitas.

A aula de culinária possibilita oportunidade para que o aluno conviva socialmente com os seus colegas, faz com que ele também desperte o seu lado afetivo, ensina as crianças o respeito mútuo, assim como o reconhecimento de limites. Eleva a autoestima da criança, pois ela vai sentir-se útil ao preparar uma receita que depois vão degustar juntos. Com a receita pronta pode-se trabalhar volume, textura, cores, ardor, além de oferecer outras possibilidades de aprendizagem. Além disso, propicia exploração de fatos, como enfatizar cuidados de higiene necessários para ter uma vida saudável – como lavar as mãos sempre que chegar da rua ou ir ao banheiro, e na hora da alimentação – e cuidados na hora de preparar os alimentos, considerando que se deve lavar bem os alimentos antes do preparar, o que deve fazer para que não aconteça nenhum acidente, como sempre deve prepará-los na presença de um adulto.

Através da culinária podem-se também trabalhar os resíduos sólidos, o que são resíduos recicláveis, o que é resíduo orgânico, fazendo a separação do mesmo, trabalhando ainda os rótulos, as datas de fabricação, os componentes dos alimentos industrializados, entre outros. No entanto, antes de começar esse trabalho com as crianças, é precisa organizar uma reunião com os pais e colocar para eles porque se deve trabalhar a culinárias com os alunos, falar dos benefícios que este aprendizado pode trazer para a criança, mostrar para os pais que através da culinária pode-se trabalhar vários conteúdos escolares, como a matemática, a língua portuguesa, a geografia, a história e noções de química. Além disso é importante esclarecer que os alunos não correrão riscos de acidentes, pois não utilizarão objetos que ofereçam riscos, nem fogo, e além da professora, os alunos serão supervisionados por uma cozinheira.

A educação escolar infantil precisa oferecer o espaço e tempo para a criança iniciar sua imersão no mundo social. Saindo do mundo privado, que é a família, a criança se sente como fazendo parte de um mundo mais amplo, diversificado, diferente, desconhecido, mas ao mesmo tempo alegre, acolhedor, afetuoso, desafiante. Deve entrar neste mundo pelas mãos confiantes dos pais que, ao delegarem ao professor e à equipe pedagógica o direito de partilhar o cuidado e a educação dos seus filhos, dá segurança à criança para enfrentar esta nova experiência. Ampliar a visão do mundo, oferecer diferentes e diversificadas possibilidades de olhá-lo e agir sobre ele; de perceber-se como ser único e ao mesmo tempo como parte de um grupo que tem desejos e interesses às vezes diferentes e conflitantes; perceber, aprender e a respeitar as regras de convívio social; apropriar-se e reconstruir saberes e a cultura, são propostas intencionais dos profissionais que trabalham a culinária na educação.

Ao vivenciar experiências físicas, sensoriais, de pensamento ou de ação, a criança conhece cada vez mais a si mesma, o grupo com o qual convive e o mundo onde vive. As possibilidades de vir a amar, cuidar e preservar o que se conhece é maior do que com relação àquilo que se desconhece ou ignora. Em respeito às crianças, à concepção de educação e ao comprometimento com a formação de cidadãos críticos, cooperativos, responsáveis, ativos, justos, é preciso os cursos de formação de professores prepará-los de forma que possam trabalhar a culinária como conteúdo escolar, não só quanto à competência de saberes ligados aos conteúdos acadêmicos, como também quanto à competência em refletir sobre sua prática, em trabalhar em equipe, em manter coerência entre seu discurso e sua ação, em como promover a aprendizagem de seus alunos.

 Consideramos sala de aula todos os espaços onde as crianças trabalham, vivem, utilizam: classe, pátios, parques, banheiros, biblioteca, cozinha pedagógica, quintal, sala de artes, viveiros de animais, corredores, laboratório de informática e de ciências. Em todos estes espaços, as crianças vivem experiências de aprendizagem: recebem informações, aprendem a perguntar e a fazer relações, procuram soluções para problemas e conflitos, aprendem a cuidar e a observar, levantam hipóteses, testam hipóteses, inventam e criam fantasias. A participação das crianças no processo ensino-aprendizagem não se limita apenas a estar na escola ou a fazer as atividades que as professoras propõem: dão ideias e sugestões que são colocadas no coletivo da classe, e sob a supervisão da professora, são discutidas, e avaliadas.

Estudando e conhecendo as fases de desenvolvimento das crianças, como pensam, o que necessitam, o que deveriam aprender ou desenvolver, os conhecimentos que já trazendo seu universo familiar e social, pode-se oferecer espaços para que novas aprendizagens aconteçam ou que outras sejam ampliadas. Trabalhar com jogos, desde o jogo do faz-de-conta até os jogos com regras tem possibilitado o início de um aprendizado amplo e complexo: conhecer-se, conhecer o outro, respeitar as diferenças, respeitar as regras estabelecidas, argumentar, propor mudanças, aceitar o consenso, mesmo que sua ideia ou escolha não seja a aceita, aprender a perder, aprender a ganhar, lidar com quem trapaceia, elaborar estratégias, aceitar desafios, persistir. Perceber que ter prazer em aprender é a melhor coisa que existe. O trabalho com culinária na educação com as crianças oferece alguns problemas a serem resolvidos. Como separar a clara da gema sem misturá-las? Quanto é meia xícara, o que pode colocar antes e que colocar por último, e por quê. Questões da matemática, da física, da química, ou do dever do cidadão de deixar limpo o lugar que ocupou, de economizar água…São refletidas e vividas nestes momentos. Pintar, recortar, colar, confeccionar brinquedos, reaproveitar sucata, desenhar, escrever. São atividades contextualizadas em projetos e no fazer diário. É fazendo que se aprende a fazer. É pensando que se aprende a refletir sobre as coisas e a perceber que este mundo é muito complexo e que o saber será sempre provisório. Trabalhos sobre higiene, interpretação de textos através das descrições das receitas, construção de receitas para as famílias das crianças. Através da culinária é possível trabalhar história regional, pode-se escolher uma receita, e trabalhar com os alunos como ela surgiu, por que, quem era as pessoas que viviam naquele local o que faziam, e outras coisas a respeito dos produtos alimentícios, como dadas de fabricação, validade, valor monetário.

Como trabalhar:

As crianças podem ter aulas de culinária uma vez por mês e as atividades realizadas através de leitura e interpretação de receitas, histórias e músicas relacionadas à culinária, manipulação de alimentos e objetos culinários como: colher, vasilhas, panelas; além de brincadeiras e preparo de alimentos simples como: bolos, sucos, gelatinas, salada de frutas, doces, pratos típicos, etc.

Durante a execução de uma receita, é possível trabalhar temas relacionados a diversas áreas do conhecimento, basta usar a criatividade. Temas como alimentação e saúde, por exemplo, podem ser explorados na classificação dos alimentos e na análise da transformação dos ingredientes durante os processos químicos culinários. O aprendiz de cozinheiro passa a reconhecer características e propriedades nutritivas e a importância de uma alimentação saudável e balanceada.

O Projeto propicia, também, uma abordagem voltada para a Linguagem oral e escrita, que é estimulada pela leitura e interpretação das receitas e pelas histórias e músicas relacionadas à culinária, bem como, noções de matemática, através das medidas e pesos.

Durante as aulas de culinária, que serão mensais, os alunos aprenderão:

Noções de organização: preparar e separar previamente tudo o que forem utilizar, como: utensílios, ingredientes, bem como, melhor aproveitamento de espaço;

Planejamento de tempo: prestar atenção às coisas mais demoradas e fazê-las primeiro, verificar receitas que demandam um tempo maior e outras que são mais rápidas;

Noções de higiene: lavar as mãos e os utensílios, prender os cabelos, lavar as frutas, verduras e legumes;

Noções de segurança: a importância de um adulto por perto, verificar se o liquidificador está bem tampado, não colocar colheres ou sementes dentro do copo do liquidificador ou da batedeira quando estiverem ligados, pedir que um adulto ligue o forno, cuidados no manejar objetos cortantes;

Valorização dos alimentos: com certeza, ao fazer uma deliciosa torta, bolo ou salada de frutas a criança vai querer experimentar, deixando de lado a idéia que não gosta do alimento. A criança perceberá, também, que o modo de preparo de determinado alimento pode mudar o seu sabor.

Trabalhar conceitos matemáticos: a criança estará aprendendo noções de medidas (1 xícara, ½ copo, ¼ de litro, verificando diferenças de peso e volume entre diferentes produtos, etc).

 Com as aulas de culinária, as crianças poderão participar na elaboração de seus lanches ou refeições.

 Juntamente das atividades com a criança deverá haver um trabalho com os educadores da instituição.

Ao trabalhar culinária, os conteúdos, em geral, devem oportunizar ao aluno situações para a compreensão de que todas as pessoas fazem parte de determinados grupos sociais, vivem num determinado tempo, ocupam um certo local no espaço e, apropriando-se da natureza, através do trabalho, produzem o que necessitam para viver.

Dessa forma, o professor deve preocupar-se com atividades que promovam a construção desses conceitos destacados, utilizando, como referência, a própria realidade do aluno, partindo da mais próxima para a mais distante.

Nada mais oportuno, então, do que utilizar pedaços desse mundo que o aluno ocupa para o desenvolvimento do trabalho. E, entre esses pedaços, a cozinha torna-se um ambiente propício para proporcionar a ele situações para a compreensão da sua realidade e o modo como ele pode atuar nessa realidade.

O professor pode desencadear um trabalho a partir da escolha de uma receita culinária, em sala de aula, com os alunos, pedindo-lhes que, no próximo encontro, tragam algumas receitas de alimentos que gostam de comer.

Feito isso, cada aluno pode falar de sua receita: de como é feita, dos ingredientes e utensílios a serem utilizados para confeccionar o quitute. Após a apresentação de cada um, o grupo escolhe a receita a ser preparada, através de rápida votação. Escolhida a receita, todos os alunos devem anotá-la como sendo a Receita da Turma. Esse momento constitui-se uma atividade rica para o Português, em relação à pragmática da língua (seu uso e funcionalidade) e seu registro (oral e escrito).

Com o desenvolvimento de uma atividade desse tipo por semana, pode-se chegar ao final do ano com um caderno de receitas construído pela própria turma, de maneira coletiva.

Feito isso, prossegue-se com o trabalho. Como exemplo, será utilizada a receita de uma pizza, alimento bem conhecido e apreciado por todos.

Enquanto a pizza assa, existe um conjunto de atividades que podem ser desenvolvidas. O professor pode começar levantando uma série de questionamentos que irão despertar a curiosidade dos alunos: Qual a origem dos ingredientes? Quais as pessoas envolvidas na produção desses ingredientes? Qual o tempo gasto para produzir cada um? Quais os instrumentos utilizados na produção? E outros que achar importantes.

 Mais tarde, deve-se partir para um trabalho mais sistematizado.

Como sugestão, listamos aqui um conjunto de atividades que podem ser desenvolvidas a partir de uma cozinha. Isso não significa que esgotamos tal proposta; ao contrário, demonstramos apenas alguns caminhos. Além disso, voltamos a afirmar a necessidade de um trabalho integrado com outros conteúdos e a necessidade dessa atividade não se fechar aqui, mas estender-se para outros temas, por exemplo: o alimento no corpo humano, as proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e sais minerais, uma alimentação saudável, a subnutrição e outros conjuntos de questões que podem surgir.

Questionamentos

Conhecimentos a serem desenvolvidos

Detalhamento

1 – Grupo Social

Qual o objetivo deles – alunos e professores – estarem reunidos naquele momento?

Qual será o papel de cada um na atividade proposta?

Organização de grupo

Desempenho de papeis

Grupos se organizam em função de critérios e objetivos comuns.

Em um grupo social, as pessoas desempenham papéis específicos e estabelecem múltiplas relações entre si.

2 – Espaço

Qual é a função da cozinha?

As coisas que existem na cozinha estarão dispostas na melhor posição para serem usadas?

Quem organizou a cozinha daquele jeito?

Como se pode representar a cozinha?

O que está situado ao lado do fogão? Em cima da mesa? Abaixo de…? Em frente de…?

Função dos espaços

Organização de elementos em determinado espaço.

Homem como responsável pelo espaço físico.

Representação espacial.

Posição e orientação em relação a pontos de referência

Os espaços físicos desempenham funções específicas e um mesmo espaço pode desempenhar funções diferentes, dependendo das circunstâncias.

Os elementos são organizados, em determinado espaço, em decorrência das funções desse espaço, de critérios e objetivos definidos.

As pessoas organizam os espaços que utilizam, em função de suas necessidades e objetivos.

O espaço físico pode ser representado através de maquetes e mapas.

É possível definir a localização de pessoas e objetos em um determinado espaço, considerando a posição que ocupam em relação a determinados pontos de referência.

3 – Tempo:

Qual a ordem de utilização dos ingredientes e o porquê dessa ordem?

Por que a massa de pão ou de bolo deve ficar parada um certo tempo?

O que está acontecendo em outros locais, enquanto eles estão fazendo aquela receita?

Como registrar a sequência dos acontecimentos (colocação dos ingredientes/desenvolvimento das atividades)?

Ordenação/

Sequenciação

 

Duração

Simultaneidade

Registro do Tempo

Fatos e situações acontecem, obedecida a determinada ordem de ocorrências.

Fatos e situações tem um início e um fim, desenrolam-se durante um certo tempo: tem um tempo de duração.

Fatos e situações podem acontecer ao mesmo tempo, num mesmo lugar ou em lugares diferentes : são simultâneos.

Os tempos em que os fatos e situações acontecem podem ser registrados em instrumentos específicos, como a linha de tempo.

4 – Trabalho :

O que fazem as pessoas envolvidas na produção dos ingredientes e na produção da própria receita?

Que instrumentos foram utilizados na produção da receita e dos ingredientes?

Caso os alunos não estivessem fazendo a receita, haveria algo para comer mais tarde?

Formas de trabalho e relações no trabalho.

Instrumentos culturais.

Trabalho como garantidor da existência da sociedade.

O homem realiza diferentes tipos de trabalho e estabelece com os demais, na execução da tarefa, diversas formas de relação.

O homem constrói e/ou utiliza instrumentos, de acordo com sua cultura, na execução de diferentes trabalhos.

O trabalho é o elemento propulsor do progresso e do desenvolvimento da sociedade.

5 – Meio ambiente:

Qual a origem dos ingredientes (naturais) produzidos pelo homem.

Quais as fontes de energia utilizadas na produção daqueles ingredientes e na própria receita?

 

Biodiversidade e tecnologia.

Equilíbrio ecológico.

Recursos naturais renováveis.

Recursos naturais não-renováveis.

Existe na natureza uma variedade enorme de elementos vegetais, minerais, animais e outros que podem ser aproveitados pelo homem para sua sobrevivência.

O homem, usando os recursos tecnológicos disponíveis, transforma os elementos da natureza em bens para seu uso e bem-estar.

O homem, ao usar a natureza em seu favor, deve procurar manter o equilíbrio do meio ambiente, criando condições de desenvolvimento autossustentável.

O tipo de ação do homem é fundamental na preservação do meio ambiente.

Ao utilizar recursos naturais renováveis, o homem deve ter presente a necessidade de fazer reposição desses recursos.

Os recursos naturais não-renováveis devem obedecer a um programa nacional de utilização e de uso de recursos alternativos.

Dessa forma, a cozinha torna-se uma grande área produtora de conhecimentos, um grande laboratório de Ciências, Matemática, Português, Educação Artística, etc, uma verdadeira sala de aula, onde o aluno encontra meios para uma melhor compreensão do mundo em que vivemos.

Na cozinha as crianças serão desafiadas a desenvolver habilidades culinárias, criatividade e aproveitamento de alimentos. As atividades serão realizadas através de:

  • Elaboração técnica do projeto: Culinária, providenciando os utensílios culinários e preparando o ambiente para a aula;
  • Leitura e interpretação das receitas;
  • Preparo de pratos simples;
  • Cartazes e figuras de alimentos;
  • Músicas relacionadas à alimentação.
 Aula de culinária possibilita:
  •  Trabalhar de forma multidisciplinar diversos conteúdos escolares;
  • Elevar a autoestima do aluno (sentir-se útil ao preparar uma receita);
  • Trabalhar em equipe (aprender e respeitar as regras de convívio);
  • Aprender bons modos à mesa (mas nada substitui a família);
  • Transmitir a aprendizagem de sala de aula para os familiares;
  • Aprender a experimentar.
Hábitos de Higiene

Ensinar e seguir algumas normas de segurança e higiene na preparação dos alimentos:

  • Lavar sempre as mãos com água e sabão;
  • Se tiver cabelos compridos, prenda-os (touca);
  • Utilizar avental.
Leitura/ Linguagem
  • Leitura e interpretação das receitas;
  • Aprimorar a capacidade da criança em ler;
  • Ampliar e enriquecer o vocabulário;
  • Dependendo da turma, trabalhar com singular e plural, aumentativo e diminutivo, verbos, substantivos, adjetivos (regras gramaticais), etc.
Matemática
  • Trabalhar conceitos matemáticos: adição, subtração, multiplicação e divisão;
  • Fração (pizza);
  • Medidas (de massa, volume, capacidade, temperatura);
  • Sequenciar (o que vem em 1º , 2º , 3º , etc.);
  • Resolução de problemas;
  • Valor monetário.
Ciências
  • Origem dos alimentos (animal, vegetal e mineral);
  • Estados físicos: gasoso, líquido e sólido;
  • Alterações dos alimentos durante o cozimento (ovo, legumes, etc.);
  • Desenvolver os 5 sentidos: paladar, tato, audição, visão e olfato;
  • Observar processos de fermentação, fervura, etc.;
  • Trabalhar resíduos recicláveis e orgânicos;
  • Componentes dos alimentos industrializados (conservantes, acidulantes, corantes, etc.);
  • Data de fabricação, validade.
História
  • Origem da receita: associar o período em que a receita foi criada com fatos históricos da época;
  • Como era a vida das pessoas que viviam naquele local (práticas, costumes, etc.);
  • Estudos sobre imigração a partir de uma receita de origem estrangeira;
  • Diferenças nos hábitos alimentares entre culturas (países e estados).
Geografia
  • Receitas típicas regionais (utilizar mapas e mostrar onde se localiza da cada país, estados, etc.);
  • Geografia da região (tipo de solo, vegetação, hidrografia).
Coordenação Motora
  • Proporcionar atividades como misturar, bater, picar, enrolar, abrir embalagens, etc. desenvolvem a coordenação motora.
Outros pontos a serem trabalhados
  • Alimentação saudável;
  • Fast food X Confort food;
  • Poder nutritivo dos alimentos (vitaminas, caboidratos, gorduras, etc,);
  • Saúde (obesidade, anemia, anorexia).
 Avaliação:

 Com esse projeto é esperado que a criança:

  •  Conheça os alimentos e suas propriedades nutritivas;
  • Aprenda a reciclar e aproveitar bem os alimentos;
  • Saiba a diferença entre frutas, verduras e legumes;
  • Desenvolva as habilidades no preparo de receitas;
  • Adquira noções de higiene e a organização do espaço e material a ser utilizado;
  • Desperte o prazer em cozinhar e preparar alimentos.

 Os resultados serão percebidos se:

  •  As crianças forem participativas, criativas, concentradas e integradas durante as atividades;
  • As crianças tiverem interesse pelas aulas e contribuírem para uma atividade tranquila e prazerosa.
  • Os educadores se engajarem na tarefa de ajudar a criança no preparo dos alimentos, na explicação correta e mostrando aos alunos como é gostoso cozinhar e preparar seu próprio lanchinho.

 O projeto deverá ser avaliado a cada atividade, através da participação dos alunos, da roda da conversa e da sistematização em classe: desenhos, colagem, registro no caderno entre outros.

Culminância:

A escolha do professor. Sugerimos eleger as receitas preferidas da classe e criar um livro de receitas que pode ser ilustrado com desenhos e fotos das crianças durante as atividades. Um lanche coletivo não pode faltar!


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