Personagens Folclóricos e Seres Imaginários

As lendas são caracterizadas por sua natureza fantástica, surpreendente, impressionante. No universo das lendas tudo é possível, não existem limites para a imaginação.

A lenda se refere a acontecimentos de um passado distante e fabuloso. É conhecida como “história falsa”, que narra feitos de alguns heróis populares, explicando particularidades anatômicas de animais específicos. É contada como uma história que destaca geralmente as aventuras de um herói que personifica as qualidades ou aspirações do povo que o tenha criado.

As lendas podem ser contadas por qualquer pessoa e a qualquer momento. No Brasil, o folclore sofreu muita influência dos povos que vieram para cá. Principalmente portugueses e africanos se misturaram com os índios criando uma cultura diversa e riquíssima. Os medos, as superstições, as crendices e as histórias contadas por esses povos tentavam explicar fenômenos que ainda não tinham sido decifrados, e daí nasciam os mais fantásticos seres, como o Curupira, Saci Pererê, Boitatá, Iara e tantas outras histórias que tentam explicar como surgiu a noite, por exemplo.

Contadas em volta de uma fogueira, passando de pai para filho, esses personagens e essas histórias habitaram a mente de muitos brasileiros, e nos dizem muito sobre essa mistura maravilhosa de raças que forma o nosso povo.

Sugestões de Atividades:
  • Selecione vários livros sobre personagens folclóricos e seres imaginários. Deixe que os alunos os manuseiem, explorando-os e descobrindo curiosidades.
  • Com as crianças sentadas em círculo, de forma mais informal, estimule uma conversa plural sobre os personagens: os que já conheciam, se acreditam, sua origem, os que nunca ouviram falar antes, etc.
  • Com as crianças menores é possível nomear cada personagem e explorar suas formas e cores, local de origem e o que fazem.
  • O professor pode listar as curiosidades e dúvidas das crianças e, em seguida, propor uma pesquisa em conjunto para responder todas as questões.
  • Propor que as crianças, com base nos exemplos estudados e consagrados pelo conhecimento popular, criem os próprios seres imaginários, é uma tremenda aventura ficcional que certamente todos vão adorar.
  • Desenhos, pinturas, modelagem e produções textuais sobre os personagens preferidos podem ser realizados.
  • Escutar músicas sobre os personagens e uma lenda narrada em aparelho de som pode aguçar ainda mais a curiosidade.
 Cara a cara com o personagem 

O teatro de fantoches pode ser o ponto de partida para incentivar a turma.

Sugerimos uma conversa com a Iara. O professor pode, de forma lúdica, apresentar o fantoche às crianças e além de contar a sua história (lenda) deixar que os pequenos conversem com ela, perguntando o que quiserem.

Para as crianças maiores pode-se oferecer materiais diversos e deixar que elas próprias construam seu personagem. Um teatro com personagens variados interagindo pode ser bastante interessante.

O fantoche da foto foi construído com meia, papéis coloridos, linhas e paetês.

Lenda da Iara

Também conhecida como a “mãe das águas”, Iara é uma personagem do folclore brasileiro . De acordo com a lenda, de origem indígena, Iara é uma sereia (corpo de mulher da cintura para cima e de peixe da cintura para baixo).

A lenda conta que a linda sereia fica nos rios do norte do país, onde costuma viver. Nas pedras das encostas, costuma atrair os homens com seu belo e irresistível canto. As vítimas costumam seguir Iara até o fundo dos rios, local de onde nunca mais voltam. Os poucos que conseguem voltar acabam ficando loucos em função dos encantamentos da sereia. Neste caso, conta a lenda, somente um ritual realizado por um pajé (chefe religioso indígena, curandeiro) pode livrar o homem do feitiço.

Origem da personagem 

Contam os índios da região amazônica que Iara era uma excelente índia guerreira. Os irmãos tinham ciúmes dela, pois o pai a elogiava muito. Certo dia, os irmãos resolveram matar Iara. Porém, ela ouviu o plano e resolveu matar os irmãos, como forma de defesa. Após ter feito isso, Iara fugiu para as matas. Porém, o pai a perseguiu e conseguiu capturá-la. Como punição, Iara foi jogada no rio Solimões (região amazônica). Os peixes que ali estavam a salvaram e, como era noite de lua cheia, ela foi transformada numa linda sereia.

Curiosidade: A palavra Iara é de origem indígena. Yara significa “aquela que mora na água”.

 Recomendamos:
  • Coleção Lendas Brasileiras Toni Brandão, 20 págs., Ed. Studio Nobel.
  • Histórias de Bobos, Bocós, Burraldos e Paspalhões Ricardo Azevedo, 68 págs., Ed. Projeto.
  • João e os Animais Fábulas Brasileiras Katia Canton, 44 págs., Ed. Martins Fontes.
  • Receita para Pegar Saci Anna Claudia Ramos e Gabriel Campêlo, 28 págs., Ed. Ao Livro Técnico.

Paty Fonte (Patricia Lopes da Fonte)

Educadora especialista em pedagogia de projetos, escritora, autora dos livros “Projetos Pedagógicos Dinâmicos: a paixão de educar e o desafio de inovar” e “Pedagogia de Projetos – Ano letivo sem mesmice”, ambos publicados pela editora WAK; autora e tutora de cursos presenciais e on-line de educação continuada a docentes, coach, palestrante.

Idealizadora e diretora dos sites: www.projetospedagogicosdinamicos.com e www.cursosppd.com.br

Contatos: www.patyfonte.com.br | www.facebook.com/pedagogiadeprojetos/

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