Dinâmicas de Bondade

O Dia Mundial da Bondade acontece todos os anos em 13 de novembro.

O que o Dia Mundial da Bondade (World Kindness Day) quer reavivar no mundo é o sentido de bondade das pessoas. Uma simples obrigado, um belo sorriso ou um gesto carinhoso, são pequenas ações que podem fazer toda a diferença.
Neste dia apela-se à paz nas pessoas, colocando-se de lado por 24 horas as diferenças religiosas, fronteiriças e de raça. Com o celebrar da bondade durante um dia, espera-se que se plantem as raízes para se verificar a bondade durante o resto do ano.

Origem do dia

Foi em 1998 que teve lugar em Tóquio a primeira conferência do Movimento Mundial pela Bondade (World Kindness Movement). O objetivo era “criar um mundo mais bondoso e pleno de compaixão”. Hoje em dia o Dia Mundial da Bondade celebra-se em vários países do mundo, tais como o Canadá, a Austrália, o Japão, a Nigéria e os Emirados Árabes Unidos. Em certos países oferecem-se flores neste dia, quer a conhecidos, quer a desconhecidos.

A bondade pode ser demonstrada de várias maneiras: preocupando-se com alguém, ajudando um colega, fazendo gentilezas etc. O mundo precisa de pessoas boas e você, professor, pode colaborar realizando dinâmicas como as que sugerimos a seguir.

Objetivos: Perceber e analisar a importância da bondade para o relacionamento em grupo

Faixa etária: 1° ao 5° ano

Roda Fechada

  1. Forme uma roda com a turma em pé e solicite um voluntário para iniciar a atividade.
  2. Este aluno ficará dentro da roda e deverá tentar sair dela, usando a criatividade, mas sem violência. Os demais deverão dar os braços e tentar impedir que o colega saia.
  3. Repita o procedimento com os outros alunos.

Variação: Em vez de a criança ficar no centro da roda e tentar sair, ela pode ficar do lado de fora e tentar entrar.

Plenário: Compartilhe sentimentos e observações questionando os alunos:

  • O que observou no grupo?
  • Como se sentiu durante a dinâmica?
  • O que você aprendeu?
  • Observou atitudes de bondade entre os colegas?
  • Quais situações da vida você acha que se parecem com a dinâmica?

Fechamento: Pontue que a união do grupo não deve impedir a entrada de novos membros e novas ideias. Ressalte como é importante acolher as pessoas com bondade.

A bondade e os meios de comunicação

Peça aos alunos para lembrarem dos programas de TV aos quais assistiram durante a semana. Faça algumas perguntas e converse com os alunos:

  • Quais programas revelam situações de violência?
  • Quais retratam situações de bondade?
  • Vocês escolhem os programas aos quais assistem?
  • Qual a influência da bondade na nossa saúde individual e coletiva?
  • Por que se fala mais em violência do que em bondade?

Conte a sua história

  1. Peça para um aluno por vez contar em terceira pessoa um conflito que tenha testemunhado ou vivenciado.
  2. Quando a história atingir o ponto de conflito, peça que pare. O grupo, então, deve inventar novos finais de forma que a questão possa ser resolvida com bondade. Depois disso, o aluno que contava a história deve encerrar sua narrativa com uma das sugestões dadas pelos colegas.
  3. Questione o grupo se alguma idéia que surgiu pode ser útil no enfrentamento de situações da vida cotidiana. Quais as conseqüências de um conflito resolvido com bondade? E de um conflito resolvido com violência?
  4. Para encerrar, os alunos devem compreender que a bondade e a paz dependem muito das nossas atitudes. E que muitas vezes só precisamos de um pouco de calma e criatividade para resolver os problemas de modo justo.

Mural da bondade

Materiais: painel de papel kraft bem grande, tinta, cola ou fita adesiva.

  1. Incentive os alunos a representarem, cada um do seu jeito, o que entendem por bondade.
  2. Cada aluno começa trabalhando em um pedaço do mural e, depois, todos podem completar os desenhos e frases feitos pelos colegas.
  3. Observe e questione como se deram as interações do grupo.
  4. Observe como cada um enxerga a bondade. Pergunte à turma o que falta em nossa vida pessoal e coletiva para vivenciarmos a bondade.

Carmen Silvia Penha Galuzzi – Psicóloga ducacional na Organização Educacional Margarida Maria (OEMAR), psicopedagoga do CEOP (Centro de Estudo e Orientação Psicopedagógica) e professora de Psicologia no Centro Universitário Assunção (UniFAI). Palestrante do SIEEESP e autora do livro “Propostas para Reuniões de Pais – Estratégias e Relatos de Casos” (Editora Edicon).

Contato: c.galluzzi@uol.com.br

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