Crianças com Síndrome de Down

A síndrome de Down, chamada de trissomia 21, é uma condição genética que leva a características físicas singulares e propensão a algumas doenças. Ela é causada por um cromossomo extra no par 21. Embora apresentem deficiências intelectuais e de aprendizado, pessoas com síndrome de Down têm personalidade única, estabelecem boa comunicação e também são muito sensíveis. Quase sempre, quanto maior o estímulo dado a essas crianças durante a infância, menor o “grau” de presença dos sintomas

Desenvolvimento motor:

Criança com Síndrome de Down

Crianças ditas “normais”

Média
(meses)

Extensão
(meses)

Média (meses)

Extensão
(meses)

Sorrir

2

1,5-3

1

0,5-3

Rolar
( de prono a supino )

6

2-12

5

2-10

Sentar

9

6-18

7

5-9

Arrastar-se

11

7-21

8

6-11

Engatinhar

13

8-25

10

7-13

Ficar em pé

10

10-32

11

8-16

Andar

20

12-45

13

8-18

Falar (palavras)

14

9-30

10

6-14

Falar (sentenças)

24

18-46

21

14-32

Como deve ocorrer a aprendizagem da criança com síndrome de down?

A criança com Síndrome de Down possui certa dificuldade de aprendizagem o que afeta suas capacidades: linguagem, autonomia, motricidade e integração social. O que pode se manifestar em maior ou menor grau.

O aluno com Síndrome de Down tem idade cronológica diferente de idade funcional, desta forma não devemos esperar uma resposta idêntica à respostas das crianças ditas “normais”, as quais não apresentam alterações de aprendizagem.

A prontidão para aprendizagem depende da complexa integração dos processos neurológicos e da harmoniosa evolução de funções especificas como linguagem, percepção, esquema corporal, orientação tempo-espacial e lateralidade.

Crianças com Síndrome de Down não desenvolvem estratégias espontâneas e este e um fato que deve ser considerado em seu processo de aquisição de aprendizagem, já que esta terá  dificuldades em resolver problemas e encontrar soluções sozinhas.

Do ponto de vista motor, hipercinesias associada à falta de iniciativa e espontaneidade ou hipercinesias e desinibição são frequentes. Estes padrões também interferem a aprendizagem, pois o desenvolvimento psicomotor é a base da aprendizagem.

É fato que o professor deve considerar o aluno como uma pessoa inteligente, que têm vontades próprias e afetividade, e estas devem ser respeitadas, pois o aluno não é apenas um ser que aprende.

O ensino das crianças especiais deve ocorrer de forma sistemática e organizada, seguindo passos previamente estabelecidos, não deve ser teórico e metódico, mas sim de forma agradável e que desperte interesse na criança.

O atendimento a criança com síndrome de Down deve ocorrer de forma gradual, pois estas não conseguem absorver grande quantidade de informações. Também não deve apresentar à criança Down informações isoladas ou mecanicistas. A aprendizagem deve ocorrer de forma facilitada, através de momentos prazerosos.

As atividades devem ser centradas em materiais concretos, os quais serão manuseados pelos alunos.

Situações que possam provocar estresse ou venham ser traumatizantes precisam ser evitadas.

A criança deve ser respeitada em todos os aspectos de sua personalidade.

A família da criança deve participar do processo intelectivo.

Alguns pontos  a se considerar quanto à educação do aluno com síndrome de down:

  • Estruturar seu autoconhecimento.
  • Desenvolver seu campo perceptivo.
  • Desenvolver a compreensão da realidade.
  • Desenvolver a capacidade de expressão.
  • Progredir satisfatoriamente em desenvolvimento físico.
  • Adquirir hábitos de bom relacionamento.
  • Trabalhar cooperativamente.
  • Adquirir destreza com materiais de uso diário.
  • Atuar em situações do cotidiano.
  • Adquirir conceitos de forma, quantidade, tamanho espaço tempo e ordem.
  • Familiarizar-se com recursos da comunidade onde vive.
  • Conhecer a aplicar regras básicas de segurança física.
  • Desenvolver interesses, habilidades e destrezas que oriente em atividades profissionais futuras.
  • Ler e  interpretar textos expressos em frases diretas.
  • Desenvolver habilidades e adquirir conhecimentos práticos que levem a descobrir valores que favoreçam seu comportamento no lar, na escola e na comunidade.

A Síndrome de Down não é uma doença, mas uma mutação do material genético humano, presente em todas as raças, é uma anomalia das próprias células, portanto, não existem drogas, vacinas, remédios, escolas ou técnicas milagrosas para curá-la.

A pessoa com a deficiência Síndrome de Down precisa ser desenvolvida através de programas de estimulação precoce, os quais propiciem seu desenvolvimento motor e intelectual, iniciando-se com 15 dias após o nascimento.

Como qualquer outra criança, a criança com Down é um produto de sua herança genética, sua cultura e seu ambiente, sendo influenciado por pessoas e eventos. Ao entrar na escola, as crianças se encontram em pleno processo de desenvolvimento e crescimento, de acordo com suas próprias capacidades de maturação e desempenho. Para muitas crianças com Síndrome de Down, o inicio da escola abre um mundo totalmente novo. Para outros que já frequentam creche, a adaptação não é marcante.

Durante os primeiros dias de aula, tanto pais quanto professores tem a responsabilidade de ajudar a criança a se adaptar a acomodar-se ao ambiente escolar. O sucesso de seus esforços dependerá grandemente das experiências prévias em casa durante os anos anteriores. As crianças que forem encorajadas a explorar seu mundo com liberdade, mas em segurança, e que puderem ampliar o raio de suas atividades, geralmente, têm pouca dificuldade para conseguir uma adaptação tranquila da casa para a escola. Encorajar as tentativas das crianças em direção à independência representará um preparo para estar longe da casa durante uma boa parte do dia.

A escola está pronta para receber a criança com Down?

Como muitas das funções de desenvolvimentos esperadas das crianças “normais” não são observadas em crianças com síndrome de Down, será preciso que o programa educacional adapte-se às suas habilidades e necessidades especiais.


O Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado anualmente em 21 de março.

A data tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o seu bem-estar e a inclusão das pessoas com Down na sociedade.

 

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