Como meu aluno aprende?

Visual, auditivo e sinestésico.

As pessoas são diferentes, e, por isso, cada uma aprende de uma maneira. Existem vários estilos de aprendizagem, isso já se sabe. O que pouco se discute é “como o aluno pode aprender”.
Todo mundo já conheceu alguém que aprendia apenas ouvindo a aula do professor, sem nem copiar, ou uma pessoa que copiava tudo, mas nunca consultava suas anotações e seus cadernos eram excelentes para estudar. Ou mesmo um terceiro, que copiava, ouvia e realizava atividades que permitiam diversas experimentações, utilizando seu próprio corpo.
Isso quer dizer que todos nós aprendemos de formas diferentes. Nossos alunos também aprendem de maneiras diferentes!

Cada pessoa tem um estilo de aprendizagem ao qual se encaixa melhor. Existem vários estilos de aprendizagem diferentes. Todas as pessoas têm seu método de aprendizagem em que se encaixam melhor.

Em Educação é consenso o reconhecimento de quatro estilos de aprendizagem distintos. São eles os estudantes visuais, os auditivos e os cinestésicos. Isso pode soar como rótulos extravagantes, mas são apenas maneiras diferentes de ver o mundo, de aprender.

Mas como saber como o meu aluno aprende? Se ele é visual, auditivo, cinestésico ou digital?

A maioria das pessoas trabalha melhor com um estilo de aprendizagem, mas poderá descobrir que pode se destacar em outras áreas. Isso faz com que seja importante abordar todos os estilos de aprendizagem com todos os estudantes, focando mais no estilo no qual eles se adaptam melhor. É também importante lembrar que nem sempre uma criança compartilha o mesmo estilo de aprendizagem dominante nos pais.

O aluno visual:

Alunos visuais aprendem através da visão. Aprendem através de leitura de texto, imagens, gráficos, diagramas, etc. Se seu filho ou aluno é mais visual, você deve fornecer material de leitura, usar a linguagem corporal ao ensinar, e instruí-lo sobre como tomar notas. Use instruções escritas, ao invés de orais, e mantenha os ruídos de fundo reduzidos. Lembre-se que eles memorizam usando pistas visuais, portanto podem preferir escrever algo mesmo em tarefas orais. Alunos visuais tendem a recordar melhor as informações se eles as leem silenciosamente para si mesmos antes de lerem em voz alta ou discutirem. Pode ser benéfico fornecer ao aluno visual um resumo geral do material que será abrangido numa discussão ou leitura. Usar mapas conceituais também ajuda a criar conexões sobre o material.

O aluno auditivo:

Essas são as crianças que irão se beneficiar lendo um texto em voz alta, ouvindo uma história gravada em áudio, ou participando de uma discussão. Para o seu filho ou aluno auditivo você deve considerar usar histórias online com áudio gravado, audiobooks, ou fazer um revezamento nas leituras em voz alta. Alunos auditivos funcionam bem com música instrumental tocando ao fundo enquanto estudam. Pode ser proveitoso para o seu aluno auditivo usar o dedo ou algo para apontar durante a leitura, a fim de evitar pular linhas. O aluno auditivo também se beneficia repetindo as instruções recebidas, realizando avaliações orais, e usando associação de palavras para relembrar um conteúdo.

O aluno cinestésico:

Alunos sinestésicos aprendem melhor através de uma abordagem “mão na massa”. Eles aprendem movendo, tocando e fazendo. Se seu filho ou aluno é sinestésico, você deve considerar aulas de campo, experimentos de laboratório, e usar técnicas de memorização que envolvam gestos. Alunos sinestésicos precisam trabalhar em curtos períodos de tempo e fazer pausas frequentes enquanto estiverem estudando. Eles tendem a precisar de espaço para ler ou escrever, como deitar no chão ou na cama, ao invés de se sentar em uma mesa. Alunos sinestésicos tendem a preferir livros que tragam orientações de ações/tarefas. Para encorajar seu aluno sinestésico, permita o uso de modelos, projetos, ou demonstrações, ao invés do tradicional relatório escrito.

Atualmente já se fala em aluno digital:.

Os alunos digitais ouvem e entendem. Também digital perguntam muito, precisando sempre de informações e fatos. Tem diálogos internos profundos e, diante de ideias e programas, tenderão a buscar a lógica e descobrir “se fazem sentido” para eles. Apresentam algumas características de outros sistemas representacionais.

Alunos digitais se mexem e conversam bastante, e ao mesmo tempo, conversam consigo mesmos. Não leem muito por longos períodos de tempo, pois estão sempre pensando no que farão no minuto seguinte. São organizados, mas precisam de informações detalhadas e instruções passo a passo.

Mas como conciliar necessidades diferentes numa mesma sala de aula?

Crie aulas dinâmicas, diversifique suas estratégias e desenvolva uma metodologia de trabalho. Promova o lançamento do conteúdo sempre trazendo algo diferente que possa despertar a atenção dos alunos. Sejam eles auditivos, visuais, cinestésicos ou digitais.

Para esse primeiro momento o professor poderá trazer uma música (lendo a letra e convidando os alunos a cantarem), uma imagem ou objeto (destacando elementos do mesmo e gerando discussão sobre o que é visto).

Em seguida, deve associar esse elemento apresentado ao assunto que se deseja ensinar. O professor deve falar sobre o tema, gesticular, andar pela sala, mostrar outras imagens, escrever na lousa, explicar e pedir que os alunos comentem o que entenderam ou que venham até a lousa para exercitar (seja através da resolução de exercícios, de um desenho ou da escrita de palavras relacionadas ao assunto em questão.

Quando o objetivo for montar um resumo do assunto estudado, também pode ser utilizado o texto coletivo, no qual os alunos vão falando sobre o tema enquanto alguém (aluno ou professor) escreve o que estiver sendo dito. Ao final, o professor lê em voz alta o texto completo (que pode ir sendo gravado) e depois os alunos copiam tudo no caderno.

Descobrir o estilo de aprendizagem do filho ou aluno irá beneficiar não só ele, mas também você, que o educa. Ter esse conhecimento irá te ajudar a determinar qual o estilo de aprendizagem se enquadra melhor e como incorporar esse estilo no currículo. O mais importante, porém, é que saber como a criança aprende irá promover nele confiança e uma vida de amor ao aprendizado.

Agindo de maneira diversificada a aula se tornará mais interessante e atraente para os alunos e mais eficaz para o professor. Através da criatividade e de conhecimentos adequados o professor tem as ferramentas para mudar o mundo.


Luciana Martins Maia – Professora, jornalista, pedagoga, especialista em Alfabetização, pós graduada em Avaliação Educacional e Gestão Integrada da Educação (Gestão / Supervisão / Orientação Educacional), MBA em Gestão Estratégica da Educação. Palestrante nas áreas de Alfabetização e Gestão da Qualidade na Educação. Possui mais de 20 anos de experiência como professora alfabetizadora, além de atuação na formação de docentes. Atualmente está a frente do IDCPro, dirigindo e ministrando cursos. Também realiza consultoria para diversas instituições educacionais. Contato: www.idcp.com.br

Um comentário em “Como meu aluno aprende?

  • 4 de dezembro de 2018 em 11:33
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    Conheço de perto o trabalho da professora Luciana. Entendo e respeito muito sua metodologia e posicionamento. Recomendo a todos conhecerem mais o IDCPro. Parabéns pela parceria!!!

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