Bullying- Jogos para a resolução de conflitos

Para ZAGURY (1999), não podemos ignorar ou desvincular a história de vida do aluno, de sua família e do meio em que vive. Ele traz de casa, da sociedade um olhar de mundo que não foi aprendido na escola e, às vezes, dependendo de qual seja ele, a escola hesita em aceitar. Porém, um fenômeno interessante ocorre no grupo de alunos. Quando um limite é discutido e decidido entre os alunos e o professor, ele pode ser cobrado em sala de aula e será aceito. Outro sintoma é a instalação de certos hábitos que vão sendo adquiridos pela convivência entre os alunos em classe. Por isso acontece de alunos indisciplinados, em contato com um ambiente calmo e acolhedor, conseguirem com o tempo se relacionar de maneira amigável e aumentar consideravelmente sua produção e seu conhecimento.

Estabelecer limites (disciplina) é uma das funções da escola. Mas a diferença entre serem respeitados ou não está na maneira como são colocados.

Com relação ao professor, RUIZ (1995) destaca que ele precisa acreditar em suas potencialidades, em sua função, preparando-se para ela, utilizando-se dos melhores meios para exercê-las, buscando novas oportunidades, autoaperfeiçoamento, para melhor compreender a relação teoria e prática e as características fundamentais de seus alunos, entendimento esse que se reverterá em uma ação educacional de realizações concretas.

O profissional da educação deve ser um bom conhecedor do contexto o qual está inserido, entendendo a problemática, as divergências, no sentido de ser capaz de aceitar não só a si próprio; porém seus alunos com todas as suas limitações; por isso toda posição de equilíbrio, prudência e julgamento coerente se fazem necessários. Para se tomar atitude e posição crítica exige sabedoria que provém de reflexão madura da compreensão, de responsabilidade, inspirada na generosa dedicação ao outro, sem esperar recompensas.

Dicas de jogos

1 – Ajudando Seus Amigos

Material: Saquinhos de areia ou feijão.

Disposição: Cada participante com um saquinho em cima da cabeça mantendo o equilíbrio, todos devem passear pelo espaço destinado para o jogo.

Desenvolvimento: Quando um saquinho cair, a pessoa que não conseguiu equilibrá-lo deve ficar “congelada”. Outra pessoa então deve tentar pegar o saquinho ajudando seu amigo a “descongelar-se” e seguir no jogo. Quando abaixar para pegar o saquinho do amigo, se o seu cair, também estará “congelado”.

Objetivos:

  •  Estimular a cooperação;
  • Reforçar o trabalho em equipe;
  • Aprimorar o equilíbrio.
 2 – Basquetebalde

Material: Bola e dois baldes.

Disposição: Duas equipes com seis ou mais integrantes, cada equipe tem um representante segurando um balde, que pode correr pela linha lateral (direita e esquerda), sem entrar na quadra.

Desenvolvimento: Os integrantes da equipe devem passar a bola entre si, tentando jogar a bola dentro do balde. O jogador, de posse da bola, pode passá-la ou tentar acertar o balde, porém não pode andar segurando a bola. A outra equipe procura interceptar a bola (sem contato pessoal) e tenta acertar o seu balde. Cada vez que um jogador acerta o balde, converte ponto e deverá jogar um dado. Se cair número ímpar, o ponto vale 1, 3 e 5 pontos a favor… se tirar números pares, o ponto vale 2, 4 e 6 pontos contra a sua equipe.

Objetivos:

  •  Estimular a cooperação;
  •  Reforçar o trabalho em equipe;
  • Desenvolver habilidades motoras, tais como: correr, passar, rebater, lançar, etc.
3 – Bola Alternativa

Material: Bolas de praia.

Disposição: Grupos de quatro a seis pessoas, formando pequenos círculos, olhando para fora. Devem estar unidos e agarrados pelos braços.

Desenvolvimento: O facilitador coloca a bola no chão dentro do círculo e explica que este deverá tirar a bola sem usar as mãos.

Objetivos:

  •  Estimular a cooperação;
  •  Reforçar o trabalho em equipe;
  • Aprimorar a relação interpessoal.
 4- Murmurando

Material: Vendas para os olhos.

Disposição: Todos de quatro, murmurando com as vendas nos olhos.

Desenvolvimento: O facilitador deve escolher algumas pessoas para serem os seguranças. O objetivo dos seguranças é evitar que as pessoas batam nas paredes. O jogo começa com o facilitador dando um toque nas costas de alguém que está de quatro, este fica de pé com as pernas abertas (olhos abertos). O objetivo do grupo será achar a pessoa de pé e passar por entre as suas pernas (assim evoluirá). Quem vai passando levanta, abre as pernas e segura na cintura do primeiro. Continuar o jogo até que todos tenham evoluído.

Objetivos:

  • Estimular a cooperação;
  • Aprimorar a relação interpessoal;
  •  Vivenciar uma atividade sem utilizar a visão.
5- Volençol

Material: Lençóis.

Disposição: Formando pequenos grupos, a princípio em duplas.

Desenvolvimento: Cada um com um pequeno “lençol” (um tecido similar, como uma camiseta ou, um cobertor) e uma bola. O desafio é lançar e recuperar a bola utilizando o “lençol”. Os parceiros podem criar inúmeras formas para dinamizar a atividade: fazer uma cesta; arremessar numa parede; lançar a bola, correr até um ponto e voltar; lançar e rolar no chão e outras tantas. Depois de algum tempo as duplas são incentivadas a interagir umas com as outras, trocando passes de “lençol” para “lençol”. Pode ser com uma ou duas bolas, simultaneamente.

O desafio pode evoluir para um “Volençol” (um jogo de voleibol com lençóis). Colocamos duplas com “lençóis” em cada lado da quadra de voleibol e desenvolvemos o jogo propondo a realização de metas comuns e respeitando o grau de habilidade que os participantes vão, gradualmente, alcançando. O uso de bolas com tamanho e peso variados, “lençóis” maiores para formação de grandes grupos, entre outros, são elementos que podem aumentar o grau de motivação e envolvimento no jogo.

Objetivos:

  • Estimular a cooperação;
  • Aprimorar o trabalho em equipe;
  • Desenvolver habilidades motoras, tais como: lançar, andar, correr, flexionar e estender.

Referências:

BROTTO, Fábio Otuzi. Jogos cooperativos: Se o importante é competir, o fundamental é cooperar. 7 ed. Santos: Projeto Cooperação, 2003.

RUIZ, Egydio. Aprendendo a Didática. São Paulo: Cortez, 1995.

SOLER, Reinaldo. Jogos Cooperativos. Rio de Janeiro: 2 ed. Sprint, 2003.

ZAGURY, Tânia. Encurtando a adolescência. Rio de Janeiro: Record, 1999.

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