Alfabetização e letramento em tempos de pandemia

Quando me perguntam como proceder, hoje, para garantir minimamente o Letramento de nossas crianças, eu SUGIRO que LEIAM!

Leiam para as crianças, com as crianças e pelas crianças. Simples assim: apenas leiam amorosamente para nossas crianças.

Duas fundamentais competências se consolidam apenas a partir dessa prática pedagógica:

a) a ideia de tudo que está escrito pode se transformar em FALA por quem sabe ler;

b) e que o conceito de que a Língua Escrita é a representação gráfica da fala.

Eis um excelente lastro para o LETRAMENTO de nossas crianças.

Todo o restante é acréscimo. Necessário, interessante, riquíssimo. Todavia, sem os dois aspectos supra citados, dificilmente as crianças DESEJARIAM APRENDER a ler.

Também por isso, LEIAM! É um dever de todo adulto leitor e um direito de toda CRIANÇA.

Por isso, minhas queridas professoras em tempos pandêmicos, não se desesperem nem se desgastem mais do que já têm feito. Garantam, sempre que possível, a leitura prazer de qualidade e com diversidade. É o que podemos dar de mais valioso nesse momento!

DIREITOS UNIVERSAIS DAS CRIANÇAS EM ESCUTAR CONTOS

(Texto ficcional extraído de O Direito a Verdade – Cartas para uma criança – Dr. Leonardo Posternak, Ed. Globo)

1. Toda criança, sem distinção de língua ou religião, goza de pleno direito de conhecer as fábulas, mitos e lendas da tradição oral de seu país, dos países irmãos ou do resto do mundo.

2. Toda criança tem o direito de inventar e contar seus próprios contos, assim como o de modificar os já existentes. Criando e recriando suas próprias versões.

3. Toda criança tem o direito de escutar contos, sentada no colo dos avós. As que tenham os avós vivos poderão cedê-los às crianças que não tenham avós que lhes contem contos.

4. Toda criança tem o direito de manifestar abertamente sua alegria e carinho para com aquele adulto contador de contos que faça vibrar sua imaginação, permitindo-lhe que habite o maravilhoso mundo da Literatura.

5. Toda criança tem o direito de exigir novos contos e os adultos têm o dever de se nutrir sempre de imaginativos contos, próprios ou alheios, longos ou curtos, com ou sem: reis, lagartos, castelos, fadas ou dragões. O único imperativo é que sejam bonitos e interessantes.

6. Toda criança tem o direito de adormecer enquanto lhe contam um conto.

7. Toda criança tem o direito de pedir outro e mais outro conto e de pedir que lhe contem um milhão de vezes o mesmo conto.

8. Toda criança tem o direito de crescer acompanhada de um mágico: “Era uma vez…” que lhe abre a porta da imaginação em direção aos sonhos mais belos da infância.

 Para saber mais assista o programa Trocando Experiências sobre o tema:


Prof SandraSandra Bozza
Mestre em Ciências da Educação
Formadora de Educadores em Língua Portuguesa, Avaliação e Literatura
Professora de Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa
Autora de livros técnicos, literários e didáticos.

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